Há uma porta na vida que
quase todo mundo vê, mas nem todos atravessam. Curiosamente, essa porta não
está trancada. Não exige senha, não cobra ingresso e nem tem um guarda
impedindo a passagem. O nome dela é medo.
Há uma porta na vida que
quase todo mundo vê, mas nem todos atravessam. Curiosamente, essa porta não
está trancada. Não exige senha, não cobra ingresso e nem tem um guarda
impedindo a passagem. O nome dela é medo.
“Não
tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante.” - Provérbios
6:7 - ARA
Ao
continuar o exemplo da formiga, Salomão destaca uma característica
impressionante desse pequeno inseto. Que
ela
trabalha diligentemente sem precisar de alguém o tempo todo
mandando, cobrando ou fiscalizando suas ações.
“Vai
ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê
sábio.” -Provérbios
6:6 - ARA
Após
alertar sobre os perigos da imprudência, Salomão muda de assunto e
passa a tratar de outro inimigo do sucesso espiritual e material, a
preguiça.
“Livra-te, como a gazela, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro.” - Provérbios 6:5 - ARA
Salomão conclui esta primeira advertência com uma imagem muito forte. Ele compara a pessoa que caiu numa situação perigosa a uma gazela presa pelo caçador ou a uma ave capturada numa armadilha. A orientação é clara. Faça todo o possível para se libertar antes que seja tarde demais.
“Não
dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras.” -
Provérbios 6:4 - ARA
Este versículo é a continuação
direta da orientação dada por Salomão sobre a necessidade de
corrigir rapidamente uma decisão imprudente. Depois de aconselhar
seu filho a buscar uma solução para o problema criado, ele
acrescenta uma recomendação urgente: não durma sobre o assunto,
não adie o que precisa ser resolvido.
“Faze, pois, isto agora, meu filho, e livra-te, pois caíste nas mãos do teu próximo; vai, prostra-te e importuna o teu próximo.” - Provérbios 6:3 -
Depois de alertar sobre os perigos de assumir compromissos imprudentes, Salomão apresenta uma orientação prática para quem já caiu nessa situação, que é não ignorar o problema, enfrentando-o com humildade e rapidez.
Quando o dever vira exceção e a tragédia da ética pública no Brasil
Ética pública não é virtude. É dever. Não deveria causar admiração quando um político age com honestidade, presta contas dos recursos que administra e respeita a lei. Isso não é heroísmo. É simplesmente a obrigação de quem exerce uma função pública. O problema é que chegamos a um ponto em que a normalidade virou exceção, e a exceção passou a ocupar as manchetes diariamente.
“Estás enredado pelos lábios da tua boca, estás preso pelas palavras da tua boca.” - Provérbios 6:2-ARA
Salomão continua o ensinamento iniciado no versículo anterior sobre assumir compromissos sem prudência. Agora ele mostra que, muitas vezes, não são correntes de ferro que aprisionam uma pessoa, mas as próprias palavras que ela pronunciou.
“Filho meu, se
ficaste por fiador do teu companheiro e se deste a tua palavra ao
estranho.” - Provérbios 6:1 - ARA
O capítulo 6 de
Provérbios começa com um alerta sobre a importância da prudência
ao assumir compromissos financeiros e responsabilidades em nome de
outras pessoas. Salomão não está condenando a solidariedade ou a
ajuda ao próximo, mas advertindo contra decisões impulsivas que
podem trazer sérias consequências.
O capítulo 6 de Provérbios continua a coleção de conselhos paternos de Salomão, abordando temas extremamente práticos para a vida diária. Se o capítulo anterior enfatizou os perigos da imoralidade sexual e a importância da fidelidade, o capítulo 6 amplia o foco para outras áreas que podem comprometer a vida espiritual, financeira, moral e relacional de uma pessoa.