Photos

3-latest-1110px-slider

Colhendo o fruto das próprias escolhas


Colhendo o fruto das próprias escolhas

“Portanto, comerão do fruto do seu procedimento e dos seus próprios conselhos se fartarão.” – Provérbios 1:31 - ARA

Este versículo apresenta uma lei espiritual que ninguém consegue evitar. Toda escolha gera colheita. Deus não está sendo duro. Ele está sendo justo. Quem rejeita a sabedoria e insiste em seguir o próprio caminho acaba experimentando o resultado das decisões que tomou. Não é castigo imposto do céu, é consequência do caminho escolhido.

A intolerância crescente contra a educação e os educadores

 


A intolerância crescente contra a educação e os educadores

Educar agora virou ameaça?

Por muito tempo, a educação foi reconhecida como um dos pilares fundamentais da vida em sociedade. Mesmo em contextos de divergência política, religiosa ou cultural, havia um consenso mínimo de que sem escola e sem educadores não há futuro possível. Hoje, esse consenso está seriamente abalado. O que antes era espaço de construção do conhecimento transformou-se, para alguns, em alvo de suspeita, hostilidade e ataques sistemáticos.

A intolerância contra a educação e contra os educadores não nasce do acaso. Ela é fruto de um ambiente marcado pelo medo das mudanças sociais, pela polarização extrema e pela tentativa de reduzir a complexidade do mundo a explicações simplistas e rótulos ideológicos. Nesse cenário, o professor passa a ser retratado não como mediador do saber, mas como inimigo a ser combatido.

Expressões como “doutrinação”, “ideologia” ou “marxismo cultural” deixaram de ser conceitos debatidos academicamente e passaram a operar como instrumentos retóricos de deslegitimação. Não explicam a realidade. Simplesmente produzem medo. Funcionam como atalhos emocionais para desacreditar a escola, atacar o educador e enfraquecer a confiança social na educação pública e privada.

Dizer que professores mentem, enganam ou manipulam alunos não é apenas uma crítica pedagógica, é uma forma de violência simbólica. Ao lançar suspeita generalizada sobre quem ensina, mina-se a autoridade intelectual do educador e se instala uma lógica perigosa, de que o conhecimento deve ser controlado, vigiado e censurado. Trata-se de um movimento que não fortalece famílias nem estudantes, muito mais que isso, enfraquece a democracia.

Na escola real, distante das caricaturas produzidas em discursos inflamados, o que existe é diálogo, conflito de ideias e aprendizagem coletiva. Discordar faz parte do processo educativo. Questionar, argumentar e mudar de opinião são sinais de formação crítica, não de ameaça moral. O que a escola não pode e não deve tolerar é discriminação, violência ou exclusão. Ainda assim, paradoxalmente, muitos ataques à educação se apoiam justamente em discursos que justificam a exclusão, inclusive quando travestidos de defesa moral ou religiosa.

É preciso dizer com clareza. Quando a religiosidade ou valores pessoais são usados para atacar minorias, negar direitos ou silenciar debates, o problema não está na escola, mas na instrumentalização da fé como arma política. A educação, ao contrário, busca ensinar a convivência plural, o respeito às diferenças e a dignidade humana, e são esses princípios que deveriam unir, não dividir.

Vivemos também uma crise de confiança no conhecimento. A desvalorização da ciência, o desprezo por evidências e a multiplicação de “verdades alternativas” criaram um terreno fértil para ataques às instituições educativas. Nesse contexto, o professor incomoda porque convida a pensar, a verificar fontes, a comparar argumentos. Em tempos de certezas fáceis, pensar virou ato subversivo.

Atacar educadores é atacar a possibilidade de uma sociedade crítica e madura. É escolher o medo em vez do diálogo, o controle em vez do pensamento, o rótulo em vez do argumento. Defender a educação não é defender uma ideologia, mas o direito de aprender, discordar e conviver em uma sociedade plural.

Se queremos um futuro menos violento, menos intolerante e mais humano, precisamos reafirmar algo simples e essencial, que os educadores não são inimigos. Educadores são construtores de pontes em um tempo que insiste em erguer muros. E nenhuma sociedade que despreza seus professores consegue, de fato, educar-se para o amanhã.

Pr. Gilberto Silva – professor universitário aposentado, jornalista, poeta e escritor e teólogo. Atual presidente da Associação dos Professores Universitários de Gurupi.

 

O preço de desprezar a direção


O preço de desprezar a direção

não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão.” – Provérbios 1:30 - ARA

Este versículo reforça um ponto que Deus repete ao longo de Provérbios: não ouvir o conselho divino é uma escolha perigosa. O Senhor oferece direção, aponta caminhos, alerta sobre riscos, mas o texto diz claramente: “não quiseram”. Ou seja, houve resistência intencional. Não foi falta de aviso, foi recusa.

Quando o conhecimento é rejeitado

 


Quando o conhecimento é rejeitado

Porquanto odiaram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor;” – Provérbios 1:29 - ARA

Aqui está a raiz de toda a queda descrita ao longo do capítulo: rejeitar o conhecimento e desprezar o temor do Senhor. Não foi falta de oportunidade, foi escolha. O texto mostra que o problema nunca foi intelectual, mas espiritual. O conhecimento rejeitado aqui é aquele que conduz à vida, à correção e à sabedoria que vem de Deus.

Quando a busca é tarde demais

 


Quando a busca é tarde demais

Então me invocarão, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porém não me acharão.” – Provérbios 1:28 - ARA

Este versículo é um dos mais sérios de todo o capítulo. Ele mostra um tempo em que a busca acontece por desespero, não por arrependimento. Deus não está dizendo que deixou de ser misericordioso, mas que chegou um ponto em que o coração já se fechou. A pessoa rejeitou tanto a sabedoria que, quando decidiu procurar, já não sabia mais como ouvir.

Quando a tempestade chega

 


                  Quando a tempestade chega

quando sobrevier como tempestade o vosso pavor, e a vossa calamidade passar como redemoinho, quando vos sobrevier aperto e angústia.” – Provérbios 1:27 - ARA

Este versículo descreve o que acontece quando as consequências chegam de repente e com força. A imagem é clara: tempestade, redemoinho, aperto e angústia. Nada disso surge do nada. Antes da tempestade, houve avisos. Antes do redemoinho, houve oportunidades de correção. Deus está mostrando que ignorar a sabedoria não nos livra da crise; apenas nos deixa despreparados quando ela chega.

Quando o aviso vira consequência

 


Quando o aviso vira consequência

Também eu me rirei na vossa desventura, zombarei quando vos sobrevier o pavor,” – Provérbios 1:26 - ARA

Este versículo causa impacto, porque parece duro. Mas ele não fala de um Deus cruel. Fala de consequências inevitáveis. Depois de tanto chamar, aconselhar e corrigir, chega o momento em que a escolha feita produz seus frutos. Deus não zomba da dor humana, mas revela que a rejeição constante da sabedoria leva a um ponto onde o erro cobra seu preço.

Quando o conselho é desprezado

 


Quando o conselho é desprezado

Antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão.” – Provérbios 1:25 - ARA

Este versículo aprofunda ainda mais o alerta iniciado no verso anterior. Não foi falta de orientação da parte de Deus; foi rejeição consciente. Deus ofereceu conselho, tentou ajustar o caminho, chamou para a correção, mas houve resistência. Aqui aprendemos uma verdade dura, que é possível ouvir a voz de Deus e ainda assim escolher não obedecer.

Quando o chamado é ignorado

  


Quando o chamado é ignorado

Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a mão, e não houve quem atendesse,” – Provérbios 1:24 - ARA

Este versículo é forte e ao mesmo tempo triste. Deus deixa claro que Ele chamou. Não ficou em silêncio. Clamou, insistiu, estendeu a mão. O problema não foi falta de voz da parte de Deus, mas falta de resposta do coração humano. Aqui vemos que ignorar o chamado divino é uma escolha. E toda escolha gera consequências.

Quando Deus derrama sua sabedoria

 


Quando Deus derrama sua sabedoria

Atentai para a minha repreensão; eis que derramarei copiosamente para vós outros o meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.” – Provérbios 1:23 - ARA

Aqui Deus revela um princípio espiritual profundo, que a repreensão não é castigo, é convite. Quando Ele diz “atentai”, está pedindo atenção, abertura do coração. Não é apenas para corrigir o caminho, mas para liberar algo maior. O próprio Senhor promete que, ao aceitarmos a correção, Ele derramará copiosamente o Seu Espírito e nos fará compreender Suas palavras.