Photos

3-latest-1110px-slider

A intolerância crescente contra a educação e os educadores

 


A intolerância crescente contra a educação e os educadores

Educar agora virou ameaça?

Por muito tempo, a educação foi reconhecida como um dos pilares fundamentais da vida em sociedade. Mesmo em contextos de divergência política, religiosa ou cultural, havia um consenso mínimo de que sem escola e sem educadores não há futuro possível. Hoje, esse consenso está seriamente abalado. O que antes era espaço de construção do conhecimento transformou-se, para alguns, em alvo de suspeita, hostilidade e ataques sistemáticos.

A intolerância contra a educação e contra os educadores não nasce do acaso. Ela é fruto de um ambiente marcado pelo medo das mudanças sociais, pela polarização extrema e pela tentativa de reduzir a complexidade do mundo a explicações simplistas e rótulos ideológicos. Nesse cenário, o professor passa a ser retratado não como mediador do saber, mas como inimigo a ser combatido.

Expressões como “doutrinação”, “ideologia” ou “marxismo cultural” deixaram de ser conceitos debatidos academicamente e passaram a operar como instrumentos retóricos de deslegitimação. Não explicam a realidade. Simplesmente produzem medo. Funcionam como atalhos emocionais para desacreditar a escola, atacar o educador e enfraquecer a confiança social na educação pública e privada.

Dizer que professores mentem, enganam ou manipulam alunos não é apenas uma crítica pedagógica, é uma forma de violência simbólica. Ao lançar suspeita generalizada sobre quem ensina, mina-se a autoridade intelectual do educador e se instala uma lógica perigosa, de que o conhecimento deve ser controlado, vigiado e censurado. Trata-se de um movimento que não fortalece famílias nem estudantes, muito mais que isso, enfraquece a democracia.

Na escola real, distante das caricaturas produzidas em discursos inflamados, o que existe é diálogo, conflito de ideias e aprendizagem coletiva. Discordar faz parte do processo educativo. Questionar, argumentar e mudar de opinião são sinais de formação crítica, não de ameaça moral. O que a escola não pode e não deve tolerar é discriminação, violência ou exclusão. Ainda assim, paradoxalmente, muitos ataques à educação se apoiam justamente em discursos que justificam a exclusão, inclusive quando travestidos de defesa moral ou religiosa.

É preciso dizer com clareza. Quando a religiosidade ou valores pessoais são usados para atacar minorias, negar direitos ou silenciar debates, o problema não está na escola, mas na instrumentalização da fé como arma política. A educação, ao contrário, busca ensinar a convivência plural, o respeito às diferenças e a dignidade humana, e são esses princípios que deveriam unir, não dividir.

Vivemos também uma crise de confiança no conhecimento. A desvalorização da ciência, o desprezo por evidências e a multiplicação de “verdades alternativas” criaram um terreno fértil para ataques às instituições educativas. Nesse contexto, o professor incomoda porque convida a pensar, a verificar fontes, a comparar argumentos. Em tempos de certezas fáceis, pensar virou ato subversivo.

Atacar educadores é atacar a possibilidade de uma sociedade crítica e madura. É escolher o medo em vez do diálogo, o controle em vez do pensamento, o rótulo em vez do argumento. Defender a educação não é defender uma ideologia, mas o direito de aprender, discordar e conviver em uma sociedade plural.

Se queremos um futuro menos violento, menos intolerante e mais humano, precisamos reafirmar algo simples e essencial, que os educadores não são inimigos. Educadores são construtores de pontes em um tempo que insiste em erguer muros. E nenhuma sociedade que despreza seus professores consegue, de fato, educar-se para o amanhã.

Pr. Gilberto Silva – professor universitário aposentado, jornalista, poeta e escritor e teólogo. Atual presidente da Associação dos Professores Universitários de Gurupi.

 

O preço de desprezar a direção


O preço de desprezar a direção

não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão.” – Provérbios 1:30 - ARA

Este versículo reforça um ponto que Deus repete ao longo de Provérbios: não ouvir o conselho divino é uma escolha perigosa. O Senhor oferece direção, aponta caminhos, alerta sobre riscos, mas o texto diz claramente: “não quiseram”. Ou seja, houve resistência intencional. Não foi falta de aviso, foi recusa.

Quando o conhecimento é rejeitado

 


Quando o conhecimento é rejeitado

Porquanto odiaram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor;” – Provérbios 1:29 - ARA

Aqui está a raiz de toda a queda descrita ao longo do capítulo: rejeitar o conhecimento e desprezar o temor do Senhor. Não foi falta de oportunidade, foi escolha. O texto mostra que o problema nunca foi intelectual, mas espiritual. O conhecimento rejeitado aqui é aquele que conduz à vida, à correção e à sabedoria que vem de Deus.

Quando a busca é tarde demais

 


Quando a busca é tarde demais

Então me invocarão, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porém não me acharão.” – Provérbios 1:28 - ARA

Este versículo é um dos mais sérios de todo o capítulo. Ele mostra um tempo em que a busca acontece por desespero, não por arrependimento. Deus não está dizendo que deixou de ser misericordioso, mas que chegou um ponto em que o coração já se fechou. A pessoa rejeitou tanto a sabedoria que, quando decidiu procurar, já não sabia mais como ouvir.

Quando a tempestade chega

 


                  Quando a tempestade chega

quando sobrevier como tempestade o vosso pavor, e a vossa calamidade passar como redemoinho, quando vos sobrevier aperto e angústia.” – Provérbios 1:27 - ARA

Este versículo descreve o que acontece quando as consequências chegam de repente e com força. A imagem é clara: tempestade, redemoinho, aperto e angústia. Nada disso surge do nada. Antes da tempestade, houve avisos. Antes do redemoinho, houve oportunidades de correção. Deus está mostrando que ignorar a sabedoria não nos livra da crise; apenas nos deixa despreparados quando ela chega.

Quando o aviso vira consequência

 


Quando o aviso vira consequência

Também eu me rirei na vossa desventura, zombarei quando vos sobrevier o pavor,” – Provérbios 1:26 - ARA

Este versículo causa impacto, porque parece duro. Mas ele não fala de um Deus cruel. Fala de consequências inevitáveis. Depois de tanto chamar, aconselhar e corrigir, chega o momento em que a escolha feita produz seus frutos. Deus não zomba da dor humana, mas revela que a rejeição constante da sabedoria leva a um ponto onde o erro cobra seu preço.

Quando o conselho é desprezado

 


Quando o conselho é desprezado

Antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão.” – Provérbios 1:25 - ARA

Este versículo aprofunda ainda mais o alerta iniciado no verso anterior. Não foi falta de orientação da parte de Deus; foi rejeição consciente. Deus ofereceu conselho, tentou ajustar o caminho, chamou para a correção, mas houve resistência. Aqui aprendemos uma verdade dura, que é possível ouvir a voz de Deus e ainda assim escolher não obedecer.

Quando o chamado é ignorado

  


Quando o chamado é ignorado

Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a mão, e não houve quem atendesse,” – Provérbios 1:24 - ARA

Este versículo é forte e ao mesmo tempo triste. Deus deixa claro que Ele chamou. Não ficou em silêncio. Clamou, insistiu, estendeu a mão. O problema não foi falta de voz da parte de Deus, mas falta de resposta do coração humano. Aqui vemos que ignorar o chamado divino é uma escolha. E toda escolha gera consequências.

Quando Deus derrama sua sabedoria

 


Quando Deus derrama sua sabedoria

Atentai para a minha repreensão; eis que derramarei copiosamente para vós outros o meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.” – Provérbios 1:23 - ARA

Aqui Deus revela um princípio espiritual profundo, que a repreensão não é castigo, é convite. Quando Ele diz “atentai”, está pedindo atenção, abertura do coração. Não é apenas para corrigir o caminho, mas para liberar algo maior. O próprio Senhor promete que, ao aceitarmos a correção, Ele derramará copiosamente o Seu Espírito e nos fará compreender Suas palavras.

Quando Deus nos chama para queimar os barcos



Quando Deus nos chama para queimar os barcos

 

Há momentos na caminhada cristã em que Deus nos conduz a encruzilhadas espirituais. Não são escolhas simples, nem decisões confortáveis. São tempos em que o Senhor nos chama a avançar, mas o coração ainda insiste em manter alternativas de retorno. A imagem dos barcos queimados nos ajuda a compreender esse chamado com profundidade.