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Guardar a palavra é começar a andar com sabedoria

 


Guardar a palavra é começar a andar com sabedoria

Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos,” – Provérbios 2:1 - ARA

Deus inicia este capítulo falando como um Pai próximo e cuidadoso: “Filho meu…”. A sabedoria nasce desse relacionamento. Ela não é imposta, é aceita. O próprio Deus nos chama a abrir espaço no coração para Sua Palavra. Isso confirma o que Moisés ensinou ao povo: “Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração” (Deuteronômio 6:6 -).

O cristão e o meio ambiente

 

 


O cristão e o meio ambiente

Uma reflexão teológica, humana e social diante da crise ambiental

A crise ambiental contemporânea é um dos maiores desafios do nosso tempo. Ela se manifesta em níveis locais, regionais, nacionais e globais, revelando-se por meio da degradação dos ecossistemas, das mudanças climáticas, da escassez de recursos naturais e do agravamento das desigualdades sociais. Diante desse cenário, surge uma pergunta inevitável. Qual é a responsabilidade do cristão em meio à crise ambiental?

Introdução ao Capítulo 2 de Provérbios

 


Introdução ao Capítulo 2 de Provérbios

Após encerrar o capítulo 1 mostrando os caminhos e as consequências das escolhas humanas, o livro de Provérbios inicia o capítulo 2 com um tom mais pessoal e pastoral. Aqui, a sabedoria não aparece apenas como um alerta público, mas como um tesouro a ser buscado com dedicação. É um chamado íntimo, quase como um pai conversando com o filho, ensinando-lhe o valor de ouvir, guardar e praticar a Palavra.

A segurança de quem ouve a sabedoria

 


A segurança de quem ouve a sabedoria

Mas o que me der ouvidos habitará seguro, tranquilo e sem medo do mal.” – Provérbios 1:33 – ARA

Depois de tantos alertas, este versículo encerra o capítulo com uma promessa maravilhosa. Deus mostra que ouvir a sabedoria não gera peso, mas segurança, tranquilidade e paz. O contraste é claro. Enquanto a insensatez leva ao medo, a obediência conduz ao descanso do coração.

O perigo da autossuficiência espiritual

 


O perigo da autossuficiência espiritual

“Porque o desvio dos simples os matará, e a prosperidade dos insensatos os destruirá.” – Provérbios 1:32 - ARA

Este versículo revela um perigo silencioso. Não é só o erro que destrói, mas a falsa sensação de segurança. Os “simples” se perdem porque desviam do caminho, e os “insensatos” se destroem justamente quando acham que está tudo bem. A prosperidade aqui não é bênção; é armadilha. É quando a vida parece funcionar, mas o coração está longe da sabedoria.

Colhendo o fruto das próprias escolhas


Colhendo o fruto das próprias escolhas

“Portanto, comerão do fruto do seu procedimento e dos seus próprios conselhos se fartarão.” – Provérbios 1:31 - ARA

Este versículo apresenta uma lei espiritual que ninguém consegue evitar. Toda escolha gera colheita. Deus não está sendo duro. Ele está sendo justo. Quem rejeita a sabedoria e insiste em seguir o próprio caminho acaba experimentando o resultado das decisões que tomou. Não é castigo imposto do céu, é consequência do caminho escolhido.

A intolerância crescente contra a educação e os educadores

 


A intolerância crescente contra a educação e os educadores

Educar agora virou ameaça?

Por muito tempo, a educação foi reconhecida como um dos pilares fundamentais da vida em sociedade. Mesmo em contextos de divergência política, religiosa ou cultural, havia um consenso mínimo de que sem escola e sem educadores não há futuro possível. Hoje, esse consenso está seriamente abalado. O que antes era espaço de construção do conhecimento transformou-se, para alguns, em alvo de suspeita, hostilidade e ataques sistemáticos.

A intolerância contra a educação e contra os educadores não nasce do acaso. Ela é fruto de um ambiente marcado pelo medo das mudanças sociais, pela polarização extrema e pela tentativa de reduzir a complexidade do mundo a explicações simplistas e rótulos ideológicos. Nesse cenário, o professor passa a ser retratado não como mediador do saber, mas como inimigo a ser combatido.

Expressões como “doutrinação”, “ideologia” ou “marxismo cultural” deixaram de ser conceitos debatidos academicamente e passaram a operar como instrumentos retóricos de deslegitimação. Não explicam a realidade. Simplesmente produzem medo. Funcionam como atalhos emocionais para desacreditar a escola, atacar o educador e enfraquecer a confiança social na educação pública e privada.

Dizer que professores mentem, enganam ou manipulam alunos não é apenas uma crítica pedagógica, é uma forma de violência simbólica. Ao lançar suspeita generalizada sobre quem ensina, mina-se a autoridade intelectual do educador e se instala uma lógica perigosa, de que o conhecimento deve ser controlado, vigiado e censurado. Trata-se de um movimento que não fortalece famílias nem estudantes, muito mais que isso, enfraquece a democracia.

Na escola real, distante das caricaturas produzidas em discursos inflamados, o que existe é diálogo, conflito de ideias e aprendizagem coletiva. Discordar faz parte do processo educativo. Questionar, argumentar e mudar de opinião são sinais de formação crítica, não de ameaça moral. O que a escola não pode e não deve tolerar é discriminação, violência ou exclusão. Ainda assim, paradoxalmente, muitos ataques à educação se apoiam justamente em discursos que justificam a exclusão, inclusive quando travestidos de defesa moral ou religiosa.

É preciso dizer com clareza. Quando a religiosidade ou valores pessoais são usados para atacar minorias, negar direitos ou silenciar debates, o problema não está na escola, mas na instrumentalização da fé como arma política. A educação, ao contrário, busca ensinar a convivência plural, o respeito às diferenças e a dignidade humana, e são esses princípios que deveriam unir, não dividir.

Vivemos também uma crise de confiança no conhecimento. A desvalorização da ciência, o desprezo por evidências e a multiplicação de “verdades alternativas” criaram um terreno fértil para ataques às instituições educativas. Nesse contexto, o professor incomoda porque convida a pensar, a verificar fontes, a comparar argumentos. Em tempos de certezas fáceis, pensar virou ato subversivo.

Atacar educadores é atacar a possibilidade de uma sociedade crítica e madura. É escolher o medo em vez do diálogo, o controle em vez do pensamento, o rótulo em vez do argumento. Defender a educação não é defender uma ideologia, mas o direito de aprender, discordar e conviver em uma sociedade plural.

Se queremos um futuro menos violento, menos intolerante e mais humano, precisamos reafirmar algo simples e essencial, que os educadores não são inimigos. Educadores são construtores de pontes em um tempo que insiste em erguer muros. E nenhuma sociedade que despreza seus professores consegue, de fato, educar-se para o amanhã.

Pr. Gilberto Silva – professor universitário aposentado, jornalista, poeta e escritor e teólogo. Atual presidente da Associação dos Professores Universitários de Gurupi.

 

O preço de desprezar a direção


O preço de desprezar a direção

não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão.” – Provérbios 1:30 - ARA

Este versículo reforça um ponto que Deus repete ao longo de Provérbios: não ouvir o conselho divino é uma escolha perigosa. O Senhor oferece direção, aponta caminhos, alerta sobre riscos, mas o texto diz claramente: “não quiseram”. Ou seja, houve resistência intencional. Não foi falta de aviso, foi recusa.

Quando o conhecimento é rejeitado

 


Quando o conhecimento é rejeitado

Porquanto odiaram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor;” – Provérbios 1:29 - ARA

Aqui está a raiz de toda a queda descrita ao longo do capítulo: rejeitar o conhecimento e desprezar o temor do Senhor. Não foi falta de oportunidade, foi escolha. O texto mostra que o problema nunca foi intelectual, mas espiritual. O conhecimento rejeitado aqui é aquele que conduz à vida, à correção e à sabedoria que vem de Deus.

Quando a busca é tarde demais

 


Quando a busca é tarde demais

Então me invocarão, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porém não me acharão.” – Provérbios 1:28 - ARA

Este versículo é um dos mais sérios de todo o capítulo. Ele mostra um tempo em que a busca acontece por desespero, não por arrependimento. Deus não está dizendo que deixou de ser misericordioso, mas que chegou um ponto em que o coração já se fechou. A pessoa rejeitou tanto a sabedoria que, quando decidiu procurar, já não sabia mais como ouvir.