Lembranças
que protegem a fé
Judas escreve a cristãos que já sabiam da verdade, mas ainda assim precisavam ser lembrados. Isto revela um princípio espiritual profundo de que a fé se fortalece quando revisitamos as obras e advertências de Deus.
Lembranças
que protegem a fé
Judas escreve a cristãos que já sabiam da verdade, mas ainda assim precisavam ser lembrados. Isto revela um princípio espiritual profundo de que a fé se fortalece quando revisitamos as obras e advertências de Deus.
“Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, têm sido antecipadamente pronunciados para esta condenação; homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.” - Judas 1:4 - ARA
Judas revela que o maior perigo da igreja nem sempre vem de fora. Muitas vezes vem de dentro, e de maneira dissimulada. Esses homens não entraram anunciando suas intenções. Entraram sorrateiramente, como lobos vestidos de ovelhas.
“Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhar diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.” – Judas 1:3 – ARA
Judas tinha um plano de escrever sobre a salvação comum, sobre aquilo que une todos os crentes. Mas o Espírito Santo tinha outro assunto urgente. A necessidade de lutar pela fé. Essa mudança de direção mostra que às vezes Deus altera nossos planos porque há algo mais importante, mais urgente e mais espiritual a ser tratado. Assim como Paulo foi impedido pelo Espírito de ir à Ásia (Atos 16:6-7), Judas também foi guiado a abordar um tema que a igreja não podia ignorar.
“Misericórdia, paz e amor vos sejam multiplicados.” – Judas 1:2 - ARA
Judas abre sua carta desejando três presentes espirituais que não vêm do mundo, não se compram e não se conquistam com esforço humano. Eles vêm exclusivamente do coração de Deus. E Judas não pede que sejam apenas concedidos. Ele pede que sejam multiplicados.
Somos constantemente confrontados por uma realidade inquietante e dolorosa: somos sós no mundo. Mesmo cercados por familiares e amigos, seguimos, em essência, sozinhos diante de Deus.
Nascemos graças a Ele, não por nossa própria vontade. Vivemos também por Sua graça. Acreditamos ter controle sobre nosso destino, mas não temos — nossa vontade é limitada.
A solidão da vida nos leva a refletir sobre nossa própria existência. Somos seres solitários, ainda que rodeados por muitos. Uma alma, um espírito, um corpo — só.
Pense comigo: somos sozinhos dentro de nós mesmos. Enganamo-nos ao acreditar que alguém é capaz de nos preencher por completo. Continuamos sozinhos em nossa essência.
Por que nos preocupar tanto com uma vida efêmera, se morreremos sós? No entanto, naquele dia encontraremos Aquele que sempre esteve ao nosso lado, preenchendo silenciosamente o nosso vazio interior.
Estamos cheios de nada. Enchamo-nos de Deus e venceremos a solidão, mesmo em meio às multidões.
“Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti.” — Santo Agostinho
Autor: Magno Barros
“Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo.” – Judas 1:1 - ARA
Judas poderia ter mencionado seu parentesco com Jesus, afinal, era seu meio-irmão. Mas não. Ele se apresenta como servo. No Reino de Deus, autoridade nasce da humildade, e grandeza surge do serviço. Judas ensina que o discípulo não se define por títulos, posições ou conquistas, mas por sua submissão ao Senhor Jesus.
“A paz seja
contigo. Os amigos te saúdam. Saúda os amigos, nome por nome.” – 3 João
1:15 - ARA
O último versículo
desta carta é uma pequena joia da espiritualidade cristã. João encerra sua
mensagem com uma bênção simples, porém profunda. “A paz seja contigo.” É
como se o apóstolo dissesse: “Que tudo o que você fizer, viver e enfrentar
seja abraçado pela paz de Cristo.”
“Espero, porém,
ver-te em breve, e então conversaremos de viva voz. A paz seja contigo. Os
amigos te saúdam. Saúda os amigos, nome por nome.” – 3 João 1:14 - ARA
João termina sua
curta carta de maneira profundamente afetiva, com três gestos que resumem o
coração do evangelho: o desejo do encontro, a bênção da paz e o calor da
amizade.
Gurupi desperta, neste 14 de novembro de 2025, em festa. São 67 anos de emancipação política, mas muito mais que isso. São 67 anos de afetos, lutas, conquistas e memórias. É o aniversário de uma cidade que cresceu olhando para o futuro, sem esquecer as raízes que a fizeram florescer no coração do Tocantins.