Congresso da 1ª IPR de Gurupi segue com ministrações impactantes sobre preparação espiritual e adoração

 


Congresso da 1ª IPR de Gurupi segue com ministrações impactantes sobre preparação espiritual e adoração

 

Na noite de ontem, quinta-feira, 26 de junho, o Congresso de Cura e Libertação, realizado pela 1ª Igreja Presbiteriana Renovada de Gurupi, teve como destaque a ministração do pastor Márcio Leme, da 3ª Igreja Presbiteriana Renovada de Curitiba. O pregador trouxe à igreja uma poderosa mensagem com o tema: “Getsêmani: Lugar de Preparação”, baseada em Mateus 26:36-39.

Deus é mestre e não servo

 


                    Deus é mestre e não servo     

 É muito comum na nossa relação com Deus cairmos na armadilha de tratá-lo como servo, esperando que ele nos entregue tudo aquilo que desejamos de forma fácil e imediata. Queremos bênçãos, sucesso, paz, relacionamentos perfeitos, uma vida sem problemas. E imaginamos que Deus esteja ali para simplesmente resolver tudo para nós.

A incoerência da falsa comunhão

 


             A incoerência da falsa comunhão

 "Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade." – 1 João 1:6 - ARA

Neste versículo, o apóstolo João confronta uma incoerência comum na vida espiritual, afirmar ter comunhão com Deus, mas continuar vivendo nas trevas. Ele é direto. Se isso acontece, estamos mentindo, e não apenas verbalmente, mas com o próprio modo de viver.

A coragem de existir em um mundo que nos quer submissos

 


   A coragem de existir em um mundo que nos quer submissos

A frase de Ailton Krenak: "Nós temos de ter coragem de ser radicalmente vivos. E não negociar sobrevivência", é um potente chamado à resistência, à autenticidade e à dignidade da vida em meio a estruturas opressoras. Ela ressoa com força no contexto de um mundo moldado pelo capitalismo selvagem, pela exclusão social, pela degradação ambiental e pela desumanização crescente das relações.

Coragem de ser radicalmente vivos

Ser “radicalmente vivo” é mais do que existir biologicamente. É não se conformar com uma vida mutilada, adaptada aos moldes de um sistema que reduz o ser humano a uma peça produtiva. É uma convocação à plenitude da existência, à vivência da espiritualidade, da cultura, da ancestralidade, da sensibilidade e da consciência crítica.

É lembrar, como diria o filósofo Spinoza, que a essência do ser humano é o desejo de perseverar no ser com alegria, não com resignação. Em um mundo injusto, ser radicalmente vivo é um ato político. É o grito dos que se recusam a ser silenciados, apagados, domesticados. É o gesto dos povos indígenas, como Krenak, que resistem ao genocídio, à invasão de seus territórios e à tentativa constante de apagamento cultural.

Não negociar sobrevivência

Sobrevivência, nesse contexto, é o mínimo: comida, teto, trabalho, muitas vezes obtido à custa da própria dignidade. O sistema nos empurra para aceitar menos, para agradecer pela migalha, para trocar liberdade por estabilidade, identidade por funcionalidade.

Krenak nos desafia a não aceitar esse acordo perverso. A não vender a alma em troca de um lugar precário na engrenagem. A recusar as falsas promessas de progresso que não incluem todos. Como pensador que articula cosmologia indígena e crítica social, ele nos lembra que há outros modos de existir, mais comunitários, mais sustentáveis, mais humanos.

Reflexão filosófica e realista

Vivemos sob a égide de um sistema que coloniza até os desejos. A lógica da produtividade, do consumo, do sucesso individual, transforma a vida em mercadoria.

Foucault falaria da “biopolítica” que administra corpos e vidas. Hannah Arendt apontaria o risco de uma “vida sem pensamento” no totalitarismo do cotidiano. Paulo Freire falaria da desumanização como processo sistêmico.

Krenak, porém, vai além. Ele propõe descolonizar o imaginário. E essa descolonização começa quando temos a coragem de recusar uma existência reduzida à utilidade. Quando nos permitimos ser poesia, canto, dança, contemplação, cuidado. Quando dizemos que não basta sobreviver, eu quero viver com sentido, com alma, com o outro.

Viver como ato de insurgência

Diante de um mundo excludente e injusto, a frase de Krenak é um manifesto para viver intensamente, com dignidade e consciência, é uma forma de insurgência. É lembrar que, como nos ensina a sabedoria indígena, tudo está interligado: humanos, natureza, tempo, memória. E que viver bem não é acumular, mas pertencer.

Não negociar sobrevivência é afirmar que a vida vale mais do que qualquer sistema. É fazer da própria existência um espaço de liberdade, beleza e transformação. É resistir, como árvore que finca raízes profundas, mesmo diante do deserto.

Pr. Gilberto Silva – Gurupi-TO

Augusto Corrêa na busca do turismo sustentável sem perder a história

 

Foto: Gil Correia - Orla de Augusto Correia, com destaque para o Rio Urumajó

Augusto Corrêa na busca do turismo sustentável sem perder a história

Por Gilberto Silva

Localizado na região Nordeste do Pará, Augusto Corrêa desponta como um dos municípios que buscam se reinventar por meio do turismo sustentável, sem abrir mão de sua memória histórica e tradições culturais. A cidade paraense, situada a cerca de 15 quilômetros de Bragança, integra a microrregião bragantina e faz parte da chamada Rota Amazônia Atlântica, um projeto que vem redesenhando o mapa turístico da região Norte do Brasil.

Origens e identidade cultural

Antes de ser município, Augusto Corrêa era conhecido como Vila de Urumajó, nome herdado do principal rio que banha a cidade. Sua história está profundamente enraizada nas origens indígenas dos Tupinambás, que foram os primeiros habitantes da região. Esses povos deixaram marcas indeléveis na cultura local, seja nas práticas de pesca artesanal, no modo de vida ribeirinho, nos saberes da floresta ou nos rituais tradicionais ainda preservados por algumas famílias da zona rural.

O município foi elevado à categoria de cidade em 1961 e recebeu o nome em homenagem ao político e jurista paraense Augusto Corrêa da Rocha. Desde então, tem mantido uma vida pacata, sustentada principalmente pela agricultura familiar, pesca, e mais recentemente, pelo ecoturismo em expansão.

Turismo sustentável e a rota Amazônia Atlântica

A Rota Amazônia Atlântica é uma proposta de integração regional que envolve diversos municípios do nordeste paraense, com foco em valorizar a biodiversidade, a cultura tradicional e os atrativos naturais da região. Augusto Corrêa se destaca na rota por sua costa repleta de manguezais, praias semi-intocadas e uma rica rede de rios navegáveis, como o Rio Urumajó, que atrai turistas interessados em passeios de canoa, observação de aves e experiências comunitárias com populações locais.

A cidade tem apostado no turismo sustentável como forma de desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Iniciativas como hospedagens em casas de moradores, gastronomia baseada em produtos nativos (como o açaí, o peixe fresco e frutos do mar), e trilhas interpretativas pela floresta de várzea vêm sendo estruturadas com apoio de ONGs, universidades e do poder público.

Durante a recepção à comitiva da FEBTUR, realizada no Sítio Raiz, no dia 14 de junho, o prefeito Francisco Edinaldo Queiroz de Oliveira, mais conhecido como Estrela Nogueira, destacou os esforços da atual gestão para consolidar Augusto Corrêa como um destino estratégico dentro da Rota Amazônia Atlântica.

“Estamos no segundo mandato com o compromisso de fortalecer o turismo sustentável como uma política pública integrada. Acreditamos que desenvolver o turismo não é apenas atrair visitantes, mas cuidar das pessoas que aqui vivem. Por isso, temos investido em infraestrutura, educação, saúde e assistência social. Tudo isso faz parte de uma engrenagem que contribui para receber bem os turistas, mas principalmente, para elevar a autoestima do nosso povo, gerando oportunidades, renda e valorização cultural. A parceria com a Rota Amazônia Atlântica vem para somar forças nesse caminho de transformação e pertencimento,” afirmou o prefeito.

A fala reforça a ideia de que o turismo sustentável em Augusto Corrêa está sendo trabalhado como parte de um projeto de desenvolvimento humano e territorial, onde preservar a natureza e promover a cultura local caminham lado a lado com ações públicas contínuas e planejadas.

Tradições e festas populares

Apesar de sua pequena população e perfil interiorano, Augusto Corrêa é um reduto cultural vibrante. Uma das maiores expressões de sua tradição é o círio de Nossa Senhora de Nazaré, que atrai milhares de romeiros e mistura fé, música e religiosidade em um espetáculo de devoção popular. Também se destacam os festejos juninos, os arrastões do carimbó e a produção artesanal de cerâmicas e biojoias feitas com sementes e elementos da natureza.

A oralidade continua sendo uma das maiores riquezas locais. As histórias passadas de geração em geração mantêm viva a memória dos pescadores antigos, das benzedeiras e dos líderes comunitários que lutaram para preservar o modo de vida ribeirinho.

Potencial a ser explorado

Com um território marcado por belas paisagens, biodiversidade abundante e um povo acolhedor, Augusto Corrêa caminha a passos firmes na direção de um turismo que respeita o meio ambiente e fortalece os valores locais. Ainda há desafios, como a necessidade de melhorar o acesso viário, a infraestrutura básica e a capacitação de mão de obra local. Contudo, a cidade mostra que é possível crescer sem apagar o passado, equilibrando a tradição com a inovação.

Visita da Febtur

Durante a visita da comitiva de jornalistas e comunicadores de Turismo, que participaram do II Congresso da Febtur em Belém do Pará, um grupo de 20 pessoas se deslocaram até a cidade e participaram ativamente das visitas ao Sítio Raiz e na Fazenda Bacuri, conhecendo as atividades desenvolvidas, bem como de outros integrantes da rota Amazônia Atlântica, como o pescador Senhor Sacaca e o artesanato do Ipê Porã, entre outras ações praticadas pelos parceiros envolvidos.

Augusto Corrêa é, portanto, mais do que um destino turístico. É um retrato vivo da Amazônia paraense. Diversa, resistente, generosa e agora, com um futuro promissor, sem esquecer de onde veio.


Foto João Ramid: Prefeito Estrela Nogueira (c) com parte 
dos integrantes da Rota Amazônia Atlântica, no Sitio Raiz


Foto: Gil Correia: Praça da Matriz de Augusto Corrêa


Foto: Pedro Guerreiro/Ag. Pará - Vista aérea da cidade





Deus é Luz e somos chamados a viver na verdade

 


            Deus é Luz e somos chamados a viver na verdade

"Ora, a mensagem que da parte dele ouvimos e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma." -  João 1:5 - ARA

Neste versículo, o apóstolo João declara de forma contundente uma verdade essencial do evangelho: “Deus é luz, e não há Nele treva nenhuma.” Essa afirmação é o coração da mensagem que ele e os demais apóstolos ouviram diretamente de Jesus Cristo. Aqui, "luz" simboliza pureza, santidade, justiça e verdade absolutas.

Congresso da Igreja Presbiteriana Renovada reúne fiéis em Gurupi para dias de fé, cura e transformação

 


Congresso da Igreja Presbiteriana Renovada reúne fiéis em    Gurupi para dias de fé, cura e transformação

 

Teve início na noite desta terça-feira (25), o Congresso da 1ª Igreja Presbiteriana Renovada de Gurupi, promovido pela congregação da Avenida Guanabara, situada entre as ruas 7 e 8, nº 1344. O evento, que se estende até sexta-feira (27), está mobilizando membros da igreja, visitantes de outras denominações e a comunidade local em um ambiente de espiritualidade, ensino bíblico, adoração e experiências profundas com Deus.

São as raízes fundas que nos fazem suportar o inverno

 


São as raízes fundas que nos fazem suportar o inverno

Há tempos em que a alma sente o rigor do inverno. Dias frios da existência, onde o céu parece cinzento, as flores não brotam e os frutos não aparecem. Nessas estações da vida - de perdas, provações, silêncios e esperas - o que nos sustenta não é o que está visível na superfície, mas aquilo que está oculto, profundo, silencioso: nossas raízes.


Assim como uma árvore que permanece de pé mesmo quando o vento uiva e a geada cobre a terra, a nossa força reside naquilo que nos conecta à fonte da vida, fé, convicções, identidade, experiências com Deus e com a verdade.


Raízes fundas não se formam da noite para o dia. Elas são construídas em tempos de bonança, quando aprendemos a buscar mais do que aparência e reconhecimento. Quem se aprofunda em oração, na Palavra, na intimidade com Deus, está se preparando para o inverno que virá, porque ele sempre vem.


Nos tempos em que não há flores para enfeitar, nem frutos para celebrar, somos lembrados de que a beleza da vida não está apenas no que produzimos, mas no que resistimos com graça e firmeza. A árvore não se vangloria de estar bonita no verão se não for capaz de manter-se viva no frio.


Portanto, não tenha medo dos invernos da vida. Eles não vêm para destruir, mas para revelar o quanto são profundas as suas raízes. E se hoje você se sente fraco ou desanimado, volte à fonte. Busque nutrir sua raiz com a água viva da presença de Deus. As estações passam. O inverno termina. E aqueles que têm raízes firmadas no Senhor florescerão novamente. Mais fortes, mais sábios e mais frutíferos.


"Bendito o homem que confia no Senhor e cuja confiança é o Senhor. Ele será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro..." (Jeremias 17:7-8)


Pr. Gilberto Silva - Gurupi-TO

Plenitude de alegria em comunhão com Cristo

 


 Plenitude de alegria em comunhão com Cristo

 "Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa." – 1 João 1:4 - ARA

O apóstolo João encerra essa introdução poderosa da sua carta apontando para um fruto inevitável de quem vive em comunhão com Deus e com os irmãos: a alegria completa.

Chamados à comunhão, com Deus e com os irmãos

 


         Chamados à comunhão, com Deus e com os irmãos

"O que temos visto e ouvido, isso vos anunciamos, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo." – 1 João 1:3 - ARA

Neste versículo, o apóstolo João nos apresenta um dos pilares da fé cristã: a comunhão. Ele não escreve apenas para transmitir conhecimento ou informar fatos sobre Jesus, mas para convidar seus leitores a participarem de algo muito maior, uma vida de relacionamento profundo e real com Deus e com a comunidade de fé. “Deus é fiel, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” (1 Coríntios 1:9).