Crônica poética a Campo Grande
Nesta
terça-feira, 26 de agosto, a Moreninha maior desperta em festa
Campo Grande celebra não
apenas mais um aniversário, mas 126 anos de emancipação política e
administrativa. Desde 1899, quando se ergueu como cidade livre, senhora do
próprio destino, coração que pulsa no centro do Brasil.
Capital de todos os Sul-mato-grossenses,
Campo Grande abre os olhos para mais um ciclo de vida, como quem ergue a fronte
altiva, mas com a suavidade de quem sabe acolher.
Cidade pujante, de ruas
largas, de ipês que florescem em tom de ouro e roxo, bordando a paisagem como
se o próprio céu tivesse descido para abraçar o chão. O vento do cerrado sopra
histórias e memórias, enquanto o povo caminha em passos firmes, desenhando o
futuro sem esquecer as raízes.
São 126 anos de lutas e
conquistas, de sonhos plantados e colhidos. Uma cidade que nasceu simples,
cresceu com dignidade e se tornou referência no Brasil central. Aqui, o
progresso se mistura ao som das araras que cruzam o horizonte ao entardecer.
Aqui, a hospitalidade não é costume, mas essência: quem chega, se sente em
casa; quem parte, leva saudade. Campo Grande é abraço largo, é sorriso aberto,
é mesa posta com tereré a refrescar os dias quentes.
Nas esquinas, a
simplicidade se encontra com a modernidade. É cidade que cresce sem perder a
alma. É coração que pulsa forte, carregando em cada batida o orgulho de um povo
trabalhador e resiliente. Hoje, Campo Grande não é apenas capital, é símbolo de
união, é chão de sonhos, é lar de esperanças.
Parabéns, Morena bonita,
pelos teus 126 anos de história! Que teus dias sejam sempre de luz, de paz e de
esperança, como o pôr do sol que tinge de vermelho e dourado o céu do teu
infinito.
Campo Grande, és poesia
viva do Brasil central, memória e futuro entrelaçados na mesma canção.
Gilberto Silva – Gurupi-TO


