Quando ofereceram amargura ao Amor

 



Quando ofereceram amargura ao Amor


Estava ali um vaso cheio de vinagre. Então, embebendo de vinagre uma esponja e fixando-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca.” - João 19:29  

Jesus está na cruz. Ferido, cansado, quase sem forças. Ele diz que tem sede. E o que Lhe oferecem? Vinagre. Algo azedo, amargo, comum, sem cuidado, sem compaixão. Esse detalhe, que pode parecer pequeno, carrega um peso espiritual enorme.

Quantas vezes a humanidade fez isso com Jesus. Respondeu ao amor com indiferença, à graça com dureza, à entrega com desprezo. Naquele momento, em vez de alívio, deram amargura. Em vez de consolo, ofereceram algo que só aumentava o sofrimento.

Mas nada ali estava fora do controle de Deus. Aquilo cumpria as Escrituras. Jesus sabia exatamente o que estava acontecendo. Ele aceitou o vinagre não porque merecia, mas porque escolheu ir até o fim por nós. Ele bebeu o amargo para que hoje nós pudéssemos experimentar o doce da salvação.

Esse texto também nos chama à reflexão pessoal. O que temos oferecido a Jesus? Às vezes dizemos que O amamos, mas entregamos atitudes vazias, palavras frias, uma fé sem compromisso. Muitas vezes, ainda oferecemos “vinagre”: reclamação em vez de gratidão, orgulho em vez de arrependimento, religiosidade em vez de relacionamento.

O hissopo usado para levar o vinagre também nos lembra da Páscoa, do sangue nos umbrais das portas, da libertação. Jesus é o verdadeiro Cordeiro. Mesmo naquele gesto duro, Deus estava anunciando redenção.

Hoje, a cruz nos convida a uma resposta diferente. Jesus já não pede bebida, pede o nosso coração. Ele não quer amargura, quer entrega. Não quer aparência, quer verdade. Que a lembrança desse momento nos leve a viver uma fé mais sincera, mais humilde e mais parecida com Ele.

Oração: “Senhor, perdoa-nos quando oferecemos vinagre ao Teu amor. Dá-nos um coração sensível, quebrantado e disposto a viver para Ti. Que a cruz transforme nossas atitudes e nossa maneira de viver. Amém.”

Na Graça do Pai. Bom dia. Shalom. A Paz do Senhor. Que nessa sexta-feira, a memória da sede de Cristo nos conduza a uma vida de profunda comunhão, arrependimento diário e compromisso com o Teu Reino.

Pr. Gilberto Silva – Gurupi-TO