Depois da cruz, vem o silêncio. Não há milagres, não há palavras de Jesus, não há sinais visíveis do céu. Tudo parece terminado. É exatamente nesse cenário que Mateus nos apresenta José de Arimateia, um homem que aparece quando quase todos desapareceram.
José poderia ter ficado em silêncio, escondido, com medo. Mas ele decide honrar Jesus quando já não havia aplausos, nem multidões, nem promessas aparentes. Ele pede o corpo de Cristo, envolve-o em um lençol limpo e o coloca em um sepulcro novo. Um gesto simples, mas cheio de fé, respeito e amor.
Esse texto fala muito com a nossa vida. Quantas vezes também passamos por momentos em que parece que tudo acabou? Situações que são “enterradas”, sonhos que parecem mortos, orações que não tiveram resposta imediata. O sepulcro representa esses tempos de espera, quando Deus parece em silêncio.
Mas o detalhe mais importante é este. O sepulcro não era velho, era novo. Deus estava mostrando que aquilo não seria definitivo. O lugar da dor se tornaria o cenário do milagre. O que parecia o fim era apenas uma pausa antes da vitória.
José nos ensina que servir a Jesus não depende das circunstâncias. Mesmo quando não entendemos, mesmo quando dói, mesmo quando não vemos saída, ainda podemos honrar o Senhor com nossas atitudes. Fé não é só celebrar a ressurreição; é permanecer fiel no sábado do silêncio.
Talvez hoje você esteja vivendo um tempo parecido com esse texto. Tudo quieto, tudo fechado, uma pedra rolada diante da esperança. Lembre-se de que Deus trabalha mesmo quando não vemos. O sepulcro nunca foi o final da história de Jesus. E também não será o final da sua.
Oração: “Senhor, ajuda-me a confiar em Ti quando tudo parece parado. Ensina-me a Te honrar mesmo nos dias difíceis, acreditando que o silêncio não é o fim, mas parte do Teu plano. Eu descanso em Ti, certo de que a ressurreição sempre vem no tempo certo. Amém.”
Pr.
Gilberto Silva – Gurupi-TO