O dia em que Deus levantará Sua voz

 


O dia em que Deus levantará Sua voz

Para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele.” - Judas 1:15 - ARA

Este versículo é a continuação direta da profecia de Enoque. Se, no versículo 14, vemos a majestosa vinda do Senhor, agora vemos o propósito dessa vinda, que é o juízo santo e absoluto de Deus. É um texto firme, solene e profundamente necessário para nossa geração.

A Escritura afirma que Deus não apenas virá, mas virá para julgar. Seu juízo não será seletivo, parcial ou opinativo. Será universal, porque o pecado é universal e o Deus que julga com justiça perfeita exercerá juízo contra todos.

A Bíblia declara: “Importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo”, em 2 Coríntios 5:10.  Nada ficará escondido. Nenhuma obra ficará no anonimato. Toda vida será revelada à luz de Deus. Para fazer convictos a revelação absoluta da verdade.

No dia do juízo, toda boca será calada (Rm 3:19). Deus convencerá, com clareza irrefutável, todos os ímpios de suas obras, de suas palavras, e de sua rebelião contra Ele. Esse convencimento não é o daquele que se arrepende, mas daquele que não terá mais como negar o que fez.

A Palavra confirma em Lucas 12:3: “Nada há encoberto que não venha a ser revelado.” Diante de Deus, não haverá justificativas, desculpas ou versões alternativas.

O juízo alcança tudo que se faz contra a vontade de Deus. Obras ímpias incluem escolhas voluntárias de desobediência, práticas que desprezam a santidade, e atos que ferem o próximo e desonram a Deus.

Paulo descreve isso como “as obras da carne”, em Gálatas 5:19–21, que incluem imoralidade, idolatria, inimizades, invejas e muitas outras. Deus julga não para destruir, mas porque Ele é santo.

Judas destaca que até as palavras serão julgadas. Jesus ensinou: “De toda palavra frívola que proferirem, dela darão conta no Dia do Juízo”, adverte Mateus 12:36. Palavras expressam rebelião, incredulidade, arrogância, zombaria, e desprezo pela santidade. O “ímpio pecador” usa a língua para desafiar Deus, mas naquele dia, cada palavra terá peso diante do Juiz eterno.

O juízo é certo. Mas o evangelho é igualmente certo e glorioso. Porque Jesus tomou sobre si o nosso juízo (Isaias 53:5), os que estão em Cristo não enfrentarão condenação: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” – (Romanos 8:1).

Este versículo nos chama a viver em vigilância, zelar por nossas obras, guardar nossas palavras, e temer ao Senhor com reverente amor. É um lembrete de que tudo importa, porque tudo será visto por Deus.

Oração: “Senhor, pesa nosso coração à luz da Tua santidade. Purifica nossas obras e nossas palavras. Dá-nos temor santo, vida íntegra e obediência sincera. Obrigado porque, em Cristo, encontramos perdão e livramento da condenação. Que vivamos cada dia como quem Te aguarda com esperança e reverência. Amém.”

Na Graça do Pai. Bom dia. Shalom. A Paz do Senhor. Que nessa quarta-feira, não nos esqueçamos que para o crente, o juízo é esperança de justiça. Para o ímpio, é a revelação que não pode mais rejeitar.

Pr. Gilberto Silva – Gurupi-TO