Quando o pecado clama por juízo

 


Quando o pecado clama por juízo

Como Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à prostituição como aqueles e ido após outra carne, são postas por exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.” - Judas 1:7 - ARA

Judas continua sua série de advertências recordando Sodoma e Gomorra, cidades que se entregaram deliberadamente ao pecado, transformando a prática contínua do mal em estilo de vida. Elas chamavam bem ao que Deus chamava mal. Uma inversão moral que o profeta já havia denunciado: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal…”, em Isaías 5:20.

O texto ao afirmar que eles “havendo-se entregue à prostituição”, nos remete a ideia de insistência, voluntariedade, uma entrega profunda e consciente. Não foi queda ocasional. Foi escolha repetida e sem arrependimento. Tiago 1:14 descreve esse processo com precisão espiritual: “Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.” A tragédia de Sodoma não foi apenas o pecado, mas o abraçar do pecado.

Judas também diz que eles “foram após outra carne”, indicando distorção completa do padrão estabelecido por Deus. Eles ultrapassaram fronteiras espirituais, morais e naturais.

É o engano de um coração que se convence de que sabe mais do que Deus. Por isso a Escritura lembra em Provérbios 14:12: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.” Sodoma substituiu a vontade de Deus por um padrão próprio e colheu destruição.

As cidades são “postas por exemplo do fogo eterno”. Não para gerar terror, mas para revelar que o pecado não arrependido sempre produz morte. Paulo reforça esta realidade espiritual: “Porque o salário do pecado é a morte…”, em Romanos 6:23.

E Pedro 2:9 explica que Deus sabe tratar com justiça cada caso: “O Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o dia do juízo.” O juízo de Sodoma ecoa até hoje como advertência para toda geração.

Mesmo diante de tanta perversão, Deus salvou Ló. A justiça de Deus nunca exclui Sua misericórdia para o arrependido, pois Ele não tenta além do que podemos suportar, como promete a Palavra em 1 Coríntios 10:13: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além do que podeis resistir, mas… juntamente com a tentação vos proverá livramento”.  

Oração: “Senhor, guarda-nos de toda entrega ao pecado. Que o nosso coração jamais normalize aquilo que Tu consideras destruição. Desperta em nós temor santo e amor pela verdade. Que vivamos como testemunhas da Tua graça e não exemplos de juízo. Livra-nos, purifica-nos e fortalece-nos para permanecermos na Tua luz. Em nome de Jesus, amém.”

Na Graça do Pai. Bom dia. Shalom. A Paz do Senhor. Que possamos refletir nessa segunda-feira e em todos os dias da nossa vida de que a porta ainda está aberta para quem deseja fugir da corrupção e buscar a santidade.

Pr. Gilberto Silva – Gurupi-TO