Quando a língua e o coração ferem a obra

 


Quando a língua e o coração ferem a obra

 

Por isso, se eu for aí, farei lembradas as obras que ele pratica, proferindo palavras maliciosas contra nós; e, não satisfeito com essas coisas, não acolhe os irmãos; e ainda impede os que o querem fazer e os expulsa da igreja.” - 3 João 1:10 - ARA

 

João, o apóstolo do amor, agora fala com firmeza e autoridade espiritual. Diótrefes não apenas rejeitou a autoridade, mas começou a falar maliciosamente contra João e seus cooperadores. A língua dele, movida pelo orgulho, passou a ferir, dividir e contaminar a igreja. A Bíblia sempre nos alerta sobre o poder destrutivo das palavras: “A morte e a vida estão no poder da língua”, em Provérbios 18:21.

As palavras de Diótrefes eram mortais, porque atacavam líderes; semeavam desconfiança; espalhavam malícia e destruíam a comunhão. Tiago também descreve esse tipo de fala em Tiago 3:6: “A língua… contamina o corpo inteiro e incendeia todo o curso da existência.”

 

Mas o problema de Diótrefes não parava na língua. Suas atitudes revelavam um coração endurecido. Não acolhia os irmãos. Impedia quem queria acolher. Expulsava da igreja aqueles que eram hospitaleiros. Essa postura mostra uma liderança tóxica e controlador, oposta ao ensino de Jesus, conforme João 13:35: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros.”

 

Aqui João nos ensina algo essencial, de que toda autoridade espiritual deve ser acompanhada de amor, humildade e verdade. Quando a liderança perde o amor, perde também a legitimidade. A falta de hospitalidade de Diótrefes confronta diretamente o chamado bíblico em Romanos 12:10,13: “Amai-vos cordialmente uns aos outros… praticai a hospitalidade.”

 

Ele fazia exatamente o contrário. É por isso que João diz: “farei lembradas as obras que ele pratica.” Não por vingança, mas por zelo pela saúde da igreja. Às vezes, a disciplina amorosa é necessária para proteger o rebanho.

 

Este versículo nos chama a examinar nossas atitudes hoje. Que tipo de palavras tenho liberado? Constroem ou ferem? Minhas atitudes aproximam as pessoas de Cristo, ou as afastam? Tenho sido ponte para a comunhão ou barreira para a unidade?

 

Permito que Deus trate o orgulho antes que ele gere frutos amargos? Onde há amor, há acolhimento. Onde há orgulho, há expulsão. Onde há verdade, há edificação. Onde há malícia, há destruição. Que o Espírito Santo sonde nosso coração.

 

Oração: “Senhor, examina a nossa língua e purifica o nosso coração. Livra-nos de toda malícia, arrogância e dureza. Que nossas palavras tragam vida, e não destruição. Ensina-nos a acolher, a unir e a servir com humildade. Guarda-nos de qualquer atitude que possa ferir a Tua igreja ou impedir o avanço do Teu evangelho. Faz-nos instrumentos de paz, comunhão e verdade. Em nome de Jesus. Amém.”

 

Na Graça do Pai. Bom dia. Shalom. A Paz do Senhor. Que nessa segunda-feira o Espírito Santo sonde nosso coração.

 

Pr. Gilberto Silva – Gurupi-TO