Entre o sonho e resistência, Tocantins completa 37 anos

        

       Entre o sonho e resistência, Tocantins completa 37 anos

Hoje, 5 de outubro, o Tocantins completa 37 anos de existência. E mesmo com tantos problemas, de toda ordem, de toda grandeza, ainda há, sim, o que celebrar. As belezas naturais deste solo abençoado continuam a pulsar como veias vivas da nossa identidade.

Os riachos cristalinos, os rios caudalosos, os morros e vales tocantinenses não são apenas paisagem. São expressão da alma sertaneja, da alma guerreira de um povo que, mesmo na adversidade, continua a chamar este chão de seu.

O Tocantins nasceu do sonho, e do suor, de migrantes e imigrantes vindos de todos os cantos do país. Gente que acreditou, e ainda acredita, que aqui poderia construir não apenas um estado, mas um lar. Um lugar onde a esperança, mesmo castigada, insiste em florescer.

De Natividade, com sua ancestralidade e fé, De Porto Real a Porto Nacional, de Arraias, das tropas e boiadas às memórias de Teotônio Segurado, de Siqueira Campos, de Totó Cavalcante e de tantos outros que lutaram por esta terra, o Tocantins carrega em si a marca dos que sonharam com a liberdade e acreditaram no futuro.

Um estado jovem, mas já repleto de histórias, de conquistas, de contradições, e de uma força que vem do coração do Brasil.

Sim, há percalços. Há desafios. Há feridas políticas abertas, e o dado simbólico de que há 19 anos nenhum governador consegue concluir seu mandato é reflexo de um caminho ainda em construção.

Mas o Tocantins resiste. Resiste com o trabalho de seus filhos, com o canto de suas mulheres, com o suor de seus curraleiros, e também com o talento dos que vieram de fora e aqui fincaram raízes.

Viva o Tocantins!

Parabéns aos curraleiros e aos não curraleiros, aos que puxam a alavanca do progresso e aos que mantêm acesa a chama da esperança.

Que o Tocantins continue sendo mais que um território. Que seja uma inspiração de fé, coragem e pertencimento, onde o sonho ainda é capaz de vencer o desânimo e o amor pela terra fala mais alto que qualquer crise.

Gilberto Silva, é professor aposentado, jornalista, escritor, poeta, cronista esportivo e teólogo